terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O Brasil da Mediocridade

Vivemos atualmente, principalmente aqui no Brasil, a época da mediocridade.
Tudo aqui é feito pela metade, raros são os casos do que é feito por inteiro.
É difícil encontrar coisas com qualidade, de coisas a serviços, tudo parece meia boca, ao que parece, o único objetivo das pessoas é ganhar o dinheiro, nada mais. Tentem encontrar um bom pedreiro, técnico de informática, encanador, mecânico, pintor, professor você verão o suplício que é conseguir um serviço de qualidade. O mesmo se vale para os objetos, tudo é caro, e meia boca. A indústria nacional de instrumentos é sofrível, basta pegar as guitarras, baixos, cordas e afins, de fabricação nacional e comparar com as grandes marcas mundiais.

Por que isto acontece afinal?
A coisa é histórica, está enraizada na nossa cultura, hoje o que é mediano, é bem aceito por aqui e tido como top.
E todas as ações governamentais e das pessoas em geral alimenta esta cultura, hoje o tal do politicamente correto, o socialismo (comunismo ou coitadismo) oculto ajuda nisso. Como?
-Simples, hoje uma criança não repete de ano, se uma coisa for difícil para a coitadinha da criança, o MEC vai lá e simplifica. A escritora Patrícia Secco, por exemplo, simplificou um livro, e pretende segundo o artigo, simplificar o resto, de Machado de Assis, e o que é pior, foram impressos 600 mil exemplares e distribuídos gratuitamente. Se um aluno tira nota baixa, os pais, são os primeiros a irem ao professor e gritar com ele com a frase pronta: -Por quê você DEU nota baixa para o meu filho?
Como assim? Não era para os pais serem os primeiros a cobrarem seus filhos? Ou investigar o que está acontecendo?
Se uma pessoa desta assume um cargo, como o de juiz, o que acontece? Ela vai usar seu cargo a seu favor, como o tal juiz que deu ordem de prisão ao pessoal no aeroporto. (Eles não deixaram ele embarcar pois estava atrasado). Este cidadão não deveria ser o primeiro a dar o exemplo? O mesmo vale para o juiz que foi pego na blitz de trânsito.

Tudo aqui é culpa do outro, nunca o próprio cidadão assume a responsabilidade por seus atos. Há sempre a quem culpar.
E as músicas então? Hoje qualquer um é considerado cantor, instrumentista. A pessoa toca de qualquer jeito, pois não teve a paciência de estudar direito, e ai de você criticá-la, mesmo que construtivamente, terá um inimigo, certamente.
Não se pode mais fazer críticas construtivas, as pessoas levam sempre para o lado pessoal. Não se pode mais emitir opiniões contundentes. Os politicamente corretos (os barbiezinhas) virão correndo e gritando dizendo que não se pode ser tão agressivo assim.

As pessoas querem, no geral, o que não dá trabalho, se contentam com pouco.
Vivemos em busca constante por aprovação alheia, afinal se fazemos as coisas medianas, precisamos enfeitar ao máximo a merda para chamar a atenção. Duvidam? Será que é por acaso que o brasil (com minúsculo) tem os melhores marqueteiros do mundo? Já repararam que as propagandas dos produtos fazem de tudo, menos dizer o que o produto faz (e faz, muitas vezes, mal feito), e que o fundo das propagandas é basicamente o mesmo? -Tipo, tenha isto e se sinta superior ao outro.

Onde vamos parar com tudo isto? Olha só nossos produtos: Políticos corruptos iguais aos nossos, sertanejo universitário, funk, atores atuais que só têm aparência e são revelados na malhação, profissionais que não prezam pelo seu trabalho e só querem ganhar, pessoas que não conseguem respeitar uma vaga para deficiente, semi-analfabetismo generalizado, etc.

Os nossos valores estão totalmente invertidos, O ladrão tem o respaldo da lei, o policial não. Os alunos têm toda a proteção do estado, o professor não. Os funcionários públicos tem todo o respaldo da lei (tem sempre um cartaz gigante em qualquer repartição dizendo: Desacatar funcionário dá cadeia, o que não nos permite reclamar caso um serviço seja mal feito).

Sim, eu sei, existem ainda pessoas que vão contra isso, mas infelizmente, estes poucos abnegados, já estão na contra-mão faz um tempão. Sim, no Brasil as pessoas são felizes, são generosas e acolhedoras, mas isto só não sustenta uma nação.

Enfim, o jeito é ir tentando conscientizar quem podemos, e torcer para que o pior não aconteça a nossos filhos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O que será?

"O ser humano em geral não consegue admitir o quanto é pequeno perante ao universo. Sua imensa vaidade o faz pensar que ele é o plano máximo do criador, seja lá o que criador signifique. Ninguém que siga um dogma é capaz de sustentar esta afirmação, de que somos a imagem e semelhança de Deus (seja lá o que isto signifique), sem ter que apelar para o famoso argumento de que tem que ter fé.
O universo é imenso, e comparado ao enorme vazio que existe, somos praticamente nada.
Pessoas querem se sentir especiais, entendam isto como, querem se sentir melhores do que as outras, e para se sentir especiais, julgam as outras.
Os parâmetros usados para julgar o outro são os mais variados: -Ela não se esforça para ser alguém na vida (lembrando que para ser alguém é necessário um título imaginário que precisará ser validado pela opinião alheia). -Ela não agrada a Deus (seja lá o que isto signifique). -Ela não tem cultura. -Ele é ladrão, e por aí vaí... sempre existem rótulos, em tudo e em todas as situações.
Isto no leva para o maior problema do mundo: -A maioria absoluta das pessoas é incapaz de entender que o outro pode viver como bem entender, desde que não o cause mal, (sim roubar causa mal a terceiros, consumir desenfreadamente causa mal ao meio, e outros tipos de males...), mas estou falando de cada um fazer de sua vida o que bem entender. O maior mal da humanidade é que a maioria das pessoas cuida da vida alheia, rotula e julga quem pensa diferente. Por conta disso, guerras são provocadas, miséria é imposta a quem não tem condições de lutar.
Vejo pessoas que vem de famílias bem abastadas pregando a meritocracia, quando elas mesmas não precisaram se esforçar tanto assim para conseguir o que conseguiram (seja lá o que conseguir coisas realmente signifique), sim, uma pessoa nascida numa favela terá que se esforçar pelo menos quinze vezes mais que uma nascida em uma família mais abastada para conseguir os mesmos bens.

O que realmente importa nesta vida? Ser melhor que o outro? O que é ser melhor?
É agradar a Deus, sendo que existe a possibilidade de 50% de que ele não exista? É julgar quem não tenta agradar uma possibilidade de 50% que ele exista? Aliás, onde estão escritas as regras? Na bíblia? Que eu saiba uma bíblia não caiu do céu, foi escrita por homens, com materiais feitos pelo homem em idiomas humanos.
Não quero aqui criticar crenças, cada um pensa o que quiser, acredita ou não no que quiser, o que quero ponderar aqui é o problema humano em atacar quem pensa diferente. Usei a bíblia como exemplo, pois até mesmo em discussões em posts mais antigos, pessoas usaram a bíblia para dizer que homossexuais desagradam a Deus, dizendo coisas do tipo: -Eu tenho amigos Gays, não tenho preconceito, mas a salvação é individual (e com ista hipocrisia, estão julgando e se colocando em uma posição privilegiada em relação ao outro).

Será que com todos estes problemas somos mesmo a criação máxima?
Ou somos apenas um bando de bestas se engalfinhando por migalhas de vitórias imaginárias?

Não seria mais inteligente apenas desencanarmos de tudo e vivermos bem, respeitando o próximo? (entenda por próximo, a formiga, a água, o planeta? Enfim, nosso bem mais precioso, que talvez seja nossa única oportunidade de viver uma vida, talvez não exista outra, a vida eterna que somos levados a crer pode ser uma balela sem tamanho que nos paralisa e faz pensar que viveremos melhor em um lugar em um futuro, fazendo assim com que percamos a única coisa que realmente temos que é o presente, em um lar chamado planeta terra".

Post inspirado em: http://www.tudointeressante.com.br/…/21-imagens-que-farao-v…

O querer...

"Tudo o que eu queria era o querer, tudo o que eu não queria, era o não querer.
Nem sempre dá certo, pois as vezes não queremos querer o que queremos, e as vezes gostaríamos de querer o que não queremos, tudo pela ilusão de que nossa razão pode suplantar os desejos do coração, que por sua vez, ignora a própria razão. Há aí um desacordo, que só se encerra, quando eu conseguir deixar de querer e passar a entender que o que está guardado para mim se revelará na hora certa e que a partir daí eu desejarei o que já é meu, e deixarei de desejar o que não me serve."

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A arrogância

A arrogância é arma imaginária que muitos usam para se defender da noção de que somos todos minúsculos perante ao universo.

Uma pessoa arrogante não consegue considerar a hipótese de estar errada.

Ela sabe como tudo deveria ser feito, e sabe exatamente como todos deveriam viver suas próprias vidas, afinal ela (a ou o arrogante) tem os melhores parâmetros de comparação: Suas próprias idéias.

Muitas pessoas arrogantes estão disfarçadas de humildes, para validar suas idéias, sempre, elas se enchem de conhecimentos das mais variadas espécies, e raramente elas cederão em uma discussão, aí está o sinal sutil de sua falsa humildade. Conversar com este tipo de pessoa é um suplício, pois não importa qual assunto você esteja se interessando, ela dará um jeito de saber mais do que você, mais rapidamente do que você. Dizem que estas pessoas são super inteligentes, e até pode ser, mas o caso é outro: Há aí uma necessidade interna de sempre estar a par de tudo. Para estas pessoas nada nunca é tão bom, exceto as coisas que ela mesmo elege como boas.

O paradoxo deste comportamento é que a arrogância esconde, ou tenta esconder, uma fragilidade imensa. Há outra vantagem aí, que é a de não ter nunca que lidar com o fato de que somos todos meros grãos de areia, de que o pouco tempo que temos aqui na terra, para ser proveitoso, demanda um certo trabalho e uma batalha muito grande: A batalha contra si mesmo.

Pensando assim, podemos concluir (ao menos de forma parcial) de que a arrogância usada como escudo é na verdade um escudo que protege a frágil criatura de si mesma, a armadura externa é para convencer os outros de uma coisa que ela mesmo não acredita.