quarta-feira, 30 de julho de 2014

O amor e a semente.

A vida sempre ensina, e quanto mais o tempo passa, mais preciso esquecer das velhas teorias e abraçar o novo.
No passado acreditei que o amor é só aquele que acontece em primeira vista, e por crer nesta sentença ignorava outras possibilidades.
Embora a sentença seja verdadeira, ela não é única.
Contigo aprendi que sim, um amor pode começar aparentemente pequeno tal qual uma sementinha (aí sim, esta sementinha a gente encontra na primeira vista, acho. rrsrs), mas que se cuidada com carinho virá a se tornar uma grande árvore.
Quando esta árvore crescer, ela será capaz de enfrentar todas as dificuldades que a vida lhe enviar: -Períodos de frio e seca onde ela até parece morta, sem folhas, mas a verdade é que ela só está se resguardando esperando a nova primavera, que sempre virá. Sim, ela, a nova primavera sempre vem, pois a confiança que foi construída ao longo do tempo a ensinou que ela pode acreditar que tudo na vida é feito em fases.
Com você aprendi que o amor bom é aquele que começa de um tamanho, um tanto de amor que não podemos medir, mas que indiferente a quantidade que começou, sempre cresce (já vi amores começarem grandes e só diminuírem por não terem sidos bem cuidados).
O que me leva a concluir que a semente é pequena apenas por fora, pois dentro dela todo o potencial já está lá. Em outras palavras a pequena semente já é, em essência, uma grande árvore. Basta sensibilidade para enxergar o que não é visível aos olhos e cultivar.
Com você aprendi que os momentos de silêncio servem para as almas poderem se comunicar em paz, e nesta paz poderem fazer seus mais profundos votos.

Com você aprendo que o novo pode ser a melhor coisa da vida!

Te Amo Namorada Minha!


(Dedicado para Aliny)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Desilusão.

DESILUSÃO: Substantivo abstrato + Prefixo de negação.

A ilusão é uma fantasia, é uma observação falha da realidade (não importando muito o que quer que realidade signifique).

Muitas vezes ao observarmos um evento tendemos a enxergar o que queremos nele e não necessariamente o que realmente está acontecendo. Isto pode acontecer por querermos acreditar na ilusão , que é mais doce, ou por pura falta de ferramentas, conhecimento e coragem para interpretar o fato e ver a verdade, mas tudo já está lá: -A realidade encoberta pela miragem.

A ilusão é doce e já está la, pronta, não é necessário nenhum trabalho extra, porém é algo que só existe na cabeça do iludido, jamais se concretizará. Isto nos leva a outro ponto importante: Ilusão é diferente de sonho.
A miragem é algo que somos levados a acreditar e que nunca será concreto, e ainda é de fora para dentro. Já o sonho é algo que demandará muito trabalho para talvez se concretizar, e é de dentro para fora.

Porque então que as pessoas sofrem quando se desiludem? -Não seria a desilusão um fato positivo? Ora, afinal ao nos desiludirmos estamos recebendo uma benção. Estamos deixando de apostar em algo irreal e enxergando as coisas sem o manto que turva nossa visão. A benção da desilusão é amarga, mas ainda sim é uma benção.

Enquanto crianças, a fantasia faz parte da nossa vida: Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente e tantas outras ilusões, todas necessárias, diga-se de passagem, afinal um bebê não toparia nascer se ele não tivesse este bônus.
O problema é que conforme vamos crescendo as ilusões vão se desfazendo, naturalmente e começamos a enxergar coisas que antes não víamos e o pior, elas doem muito. Daí ao invés de trabalhar o entendimento, buscamos alegremente novas ilusões e o preço a se pagar é sempre alto.

Difícil é convencer nossa vaidade de que somos tolos o suficiente a ponto de arriscar todas as nossas fichas em algo que nossa razão sabe não existir.

Já diz o ditado popular: -Só se desilude quem antes se ilude.