segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um problema comum do brasileiro.

O brasileiro em geral não sabe ouvir críticas.
Criticar alguém é o mesmo que ofender, quando alguém te pergunta: - O que você achou do que eu fiz?
Pode ser a banda do seu amigo, pode ser o quadro, ou o muro que alguém fez, só temos a opção de elogiar, criticar, mesmo que construtivamente está fora de cogitação.
Por conta disto, temos um número cada vez maior de péssimos profissionais em todas as áreas, afinal, aqui no Brasil temos desculpa para tudo.
Se você critica o trabalho alheio será retaliado, mesmo que suas críticas tenham todo o embasamento técnico. Vivemos uma época cheia de cegueira e surdez.

Um efeito colateral que ilustra, e bem, a falta de capacidade do brasileiro para ouvir críticas é quando um bandido, principalmente se for menor, comete um crime.
Esta pessoa, que transgrediu a lei, não será punida nem responsabilizada por sua ação, haverá muitos argumentos como: Ah, o pobrezinho é vítima do sistema.
Ou ainda: Poxa, o menino veio de uma favela e não tinha opções, por isto ele roubou e matou friamente um civil, ele não tem culpa.

Quer dizer, não é possível criticar e falar a verdade sobre o ato pois já serão apontadas mil desculpas.

Um outro exemplo: Certa vez ouvi alguém dizer que tal pessoa toca bem porque tem grana! Quer dizer que ter dinheiro possibilita alguém fazer algo bem???????
Caramba, não seria mais fácil entender que o cara toca bem porque estudou? E o pior, admitir que se você não está tocando bem, não é por causa de fatores externos, assuma a verdade: Você não trabalhou o suficiente para ficar bom. É mais legal da sua parte do que dar esta desculpa medíocre.
É obvio que o dinheiro ajudou o cara a ter bom equipamento e a pagar aulas, mas quem realmente quer vai atrás.

Ninguém aceita críticas, e ninguém critica por medo de retaliação. A responsabilidade é jogada de colo em colo até cair no chão ficando sem dona.

Como ninguém aceita ser criticado e ninguém critica, praticamente tudo aqui no Brasil é sem qualidade, infelizmente.

Ah, claro que isto não se aplica a 100% dos brasileiros, talvez a 90% deles.

Abraços

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