segunda-feira, 5 de maio de 2014

Penso, logo existo?

Ao olharmos para uma caneta, não a vemos de fato, estamos olhando para uma quantidade de energia presa em uma combinação de átomos. Ao nomearmos esta energia com o significado que lhe atribuímos, estamos tentando dar sentido ao mundo que nos cerca.
O que é existir? Se tudo o que vemos não passa de significações que damos para as coisas, podemos afirmar que de fato existimos?
Se tudo não passa de energia condensada serei eu uma ilusão criada um pouco por mim e um pouco pelo mundo exterior?
Ou será que exista uma verdade absoluta que vai muito além da nossa capacidade de interpretar gostando nós disso ou não?
No final, nada existe realmente, o que há é apenas os significados que insistimos em dar às coisas.
Talvez esta combinação que aqui se encontra só tenha esta oportunidade milagrosa de existir, talvez. É prudente considerar que existem possibilidades.
Se aceitarmos a ideia de que somos nada, teremos a possibilidade de sermos eternos, penso.

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