terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A grande diferença está no pequeno detalhe.

Um detalhe faz toda a diferença...


Será mesmo que um detalhe pode fazer toda a diferença? 
Muitas vezes em corridas de cavalo quem vence a corrida chega apenas um nariz a frente, foi um detalhe que determinou a vitória.
Uma jóia cara muitas vezes tem apenas um detalhe pequeno, a Ferrari por fora é totalmente lisa e tem como detalhe externo apenas o cavalinho característico da marca.
Assim também são as guitarras, as grandes mulheres, as grandes músicas: Poucos detalhes externos e nada mais.


Para quê servem os detalhes?


Pois bem, existem coisas fundamentais na vida que não são diferenciais, são obrigações. Por exemplo:
Ouvi um rapaz dizer que embora a namorada dele não gostasse de dançar, coisa que ele adorava, mesmo assim ele iria se casar ela porque ela era fiel, trabalhadora, honesta, gente-fina, pois sua antiga namorada embora gostasse de dançar, era infiel.
Pensando bem, nada do que o rapaz falou vale, afinal tudo o que ele viu na nova namorada não são qualidades, são obrigações. Todos temos obrigação de sermos fiéis, honestos, gente-fina, pontuais, profissionais, responsáveis. Se colocarmos os dois lados na balança não haverá diferença alguma. Imaginem se o rapaz citado encontrasse uma outra namorada que fosse fiel, trabalhadora, honesta, gente-fina e ainda por cima adorasse dançar. Aí sim a namorada dele teria um detalhe que faria toda a diferença!


O mesmo com a Ferrari ou as outras coisas. Se tudo o que for essencial existir, o detalhe fará uma diferença enorme e apenas um detalhe é necessário. 
Como no caso da corrida de cavalo, diferença entre o vencedor e o segundo colocado foi um nariz, e apenas um nariz foi necessário, mas para os dois estarem ali naquele momento todo o resto (preparo, concentração, técnica, etc...) existiam.


No outro extremo existem coisas super enfeitadas, cheias de detalhes. Um dia destes vi um carro velho, se não me engano era um corcel dos anos 70, todo enfeitado, mil coisas no painel, coisas pinduradas no para-choque,   enfim, todo empiriquitado.


No caso do corcel citado, ou de outras coisas, pessoas, músicas demasiadamente trabalhadas ou virtuosas, os detalhes servem para tentar mascarar a falta de conteúdo, por mais que por fora esteja super enfeitado, por dentro não tem a essência.


As grandes músicas são simples mas contém detalhes que fazem toda a diferença, porém existem músicas super trabalhadas, cheias de arranjos e solos virtuosos mas que nada dizem.


Aos músicos de plantão: Tocar bem, ter um equipamento legal, ser pontual, ser fácil de conviver são apenas obrigações. Poucos são os músicos com tudo isto e mais um diferencial.


As pessoas mais simples são as mais legais. Muitas pessoas sem conteúdo mascaram o vazio dizendo que são sofisticadas que só usam coisas de grife, só vão a lugares badalados, só querem estar com gente bonita... Detalhes supérfluos é o que não faltam.


"Antes que colocar qualquer detalhe em tudo o que forem fazer chequem antes se a essência está boa, afinal a cereja do bolo só tem graça se o bolo for gostoso, se o bolo estiver ruim não adianta disfarçá-lo com um balde de cerejas."


Abraços.

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