terça-feira, 22 de novembro de 2011

Feliz dia do Músico.


 “A música escolhe seus companheiros, mas poucos são aqueles que têm coragem de assumir a profissão de músico e seguir em frente sem medo e não importando quantas dificuldades terão de ser vencidas”.

Dia 22 de novembro é o “Dia do Músico” é um dia para lembrar que músico é profissão. Sim, lógico que é uma profissão.

Muitos músicos passam por uma situação curiosa e muitas vezes frustrante.
O músico (vamos chamar assim o indivíduo) vai até uma loja comprar alguma coisa, mas antes tem de abrir um crediário então vem a pergunta:
- Qual sua profissão? Pergunta o vendedor.
- Sou músico. Responde o sujeito.
- Fora isto você trabalha em alguma outra coisa? Pergunta novamente o vendedor.

Acreditem, tanto eu, quanto muitos de meus amigos Músicos passaram por esta situação e muitos ainda passarão, claro que bem aos poucos isto vem mudando, mas é engraçado como para a maioria das pessoas música é uma coisa banal que não é encarada como profissão.

Quando eu resolvi assumir que ia ser músico minha mãe me disse:
- Filho pense bem, se você se esforçar consegue fazer uma faculdade para uma profissão decente, música não dá em nada!
Como assim música não dá em nada? Zezé Di Camargo, Jota Quest, Gilberto Gil, Lulu Santos, só para citar Músicos brasileiros são pobres? A música deles não deu em nada? Temos ainda os músicos de apoio das grandes bandas e todos eles têm uma carreira de sucesso, apenas não estão sob o holofote.

- Ah, mas estes estão ricos mas muitos outros não conseguiram dirão alguns. Mas em todas as profissões é assim, quantos jogadores de futebol existem pelo Brasil afora? Quantos destes conseguem subir na carreira e ficar milionários? Uma vez vi na televisão que há trezentos mil jogadores cadastrados na CBF, então se considerarmos que apenas uns 400 ficam bem de vida e que só uns trinta conseguem ficar milionários, vou falar para a criançada que ser jogador de futebol não dá futuro.

Voltando para a profissão de músico, acho uma profissão como qualquer outra, tem seus altos e baixos, tem suas dificuldades e suas angústias mas afirmo com toda a certeza do mundo é uma profissão maravilhosa.
Quantos amigos tenho por causa da música? Acho que 99% dos meus amigos fiz dando aulas ou tocando por aí, muitas profissões não permitem isto, sem falar ainda que faço amigos de todas as idades, a música tem este poder de romper barreiras.

Outra coisa fundamental, mas que passa despercebida aos leigos é que uma pessoa que queira ser músico profissional precisa estudar e se dedicar muito, como aliás em qualquer profissão que necessite de alguma graduação, sem falar nas inúmeras horas de treino individual mais ensaios em grupo. Muitos acreditam que só o dom basta, inocência pura!

Existe a visão distorcida do músico irresponsável, criada pelos próprios músicos, mas isto é uma coisa do passado, quem quer se dar bem profissionalmente tem de se comportar como um bom profissional.
No meu caso, além de músico sou professor (outra profissão desvalorizada). Ao longo dos anos muitas pessoas primeiro chegam como alunos e com o passar do tempo tornam se grandes amigos e como dito antes, alunos/amigos de todas as idades, é a música realmente une as pessoas, sou grato a ela.

“Muitas pessoas que tocam algum instrumento, profissionalmente ou não, podem se auto intitular como músicos, porém poucos são os que realmente poderiam ser chamados, pois a música pede em troca a dedicação, respeito e humildade”.

A estes, meus sinceros cumprimentos.

“FELIZ DIA DO MÚSICO!”

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A triste realidade do Rock Nacional

Um vídeo que me chamou a atenção foi o do Programa Especial Rock Express onde o vocalista Edu Falaschi (Almah, Angra) deu uma declaração "bombástica" a respeito do Metal Nacional.

As declarações bombásticas de Edu me fizeram refletir sobre algumas coisas:

Em primeiro lugar não seria mais fácil parar de se sentir injustiçado e tentar se auto-criticar? Normalmente todos os seres humanos tendem a achar que a culpa é sempre do seu próximo, mas segundo a teoria de um grande amigo chamado Lucas Gnann que diz: "Sempre que nos ferramos é porque nós é quem estamos errados!" se esta verdade fosse aceita o Edu Falaschi não precisaria ter feito estas declarações deprimentes e com palavriado impublicável.

"-Brasileiro é chupa-rola de gringo"...  Infelizmente ainda não dá pra comparar bandas nacionais com as gringas, por culpa dos próprios músicos do Brasil, basta assistir aos shows do Rock in Rio 2011, qualquer banda gringa tira um som muito melhor e mais claro do que as nacionais em qualquer estilo.
Como comparar Almah, Angra (bandas do Edu) com AC/DC, Whitesnake, Bon Jovi, Iron Maiden?
As bandas gringas citadas fizeram história, trabalharam muito, mas muito mesmo para atingir o patamar que atingiram e quem já teve a oportunidade de assistir a um show destas bandas sabe o quanto a experiência de ver AC/DC por exemplo é fantástica, agora basta dar uma espiada no show do Angra no Rock in Rio e tirar suas próprias conclusões. Fã não é burro, fã quer ir a um show e sair de lá com a sensação de que participou de algo maravilhoso, infelizmente os brasileiros ainda têm muito o que aprender a respeito do universo que cerca todo o processo de uma grande banda.

"-No Brasil tem bandas boas pra caralho e o público brasileiro não sabe o que está perdendo"... Como dito acima não adianta chorar, as bandas gringas estão muito acima das nacionais em inúmeros aspectos. Normalmente o brasileiro tenta compensar seu complexo de inferioridade em relação aos importados se achando melhor ou igual que o resto do mundo (inclusive os governantes pregam isto também) mas não pararam para analisar o que os gringos têm de melhor e tentar aprender e aperfeiçoar para daí então poder crescer.

Será realmente que as músicas das bandas nacionais são tão boas assim? Será que as bandas são tão boas assim? Por que será que aos poucos as pessoas vão perdendo a vontade de ver os nacionais? E o tratamento que muitas destas bandas dão aos fãs? Muitos dos nomes citados pelo Edu não primam pela gentileza com seus fãs.

Se ele parasse para refltir nas suas próprias performances ao vivo, se parasse para criticar suas próprias músicas sob a ótica de um fã, se ao invéz de ficar se achando e xingando as pessoas (que alías como pessoa pública ele jamais deveria ter esta atitude infantil) com certeza perceberia que não adianta ficar chamando as pessoas que vão na área vip de burras. 
Se o metal nacional está morto a culpa não é do público mas de quem faz o metal que são as bandas, as próprias bandas são culpadas.
Sejamos honestos, quantas bandas nacionais produziram hinos do naipe de Back in Black, The Number of The Beast, Breaking the Law, Sweet Child of Mine?
Talvez na ânsia de mostrar que são bons os músicos brasileiros de rock fazem músicas que são mais vitrines de virtuosismo do que canções que dão prazer em ouvir, ninguém aguenta ficar ouvindo masturbações instrumentais, as pessoas querem ouvir boas músicas nada mais.

Mais uma coisa me chamou a atenção: Como que uma pessoa pública dá declarações com aquele palavriado? Como pode ficar xingando e mandando as pessoas para a casa do chapéu? Como ficar falando que quer que todo mundo morra? Como torcer para que quem não vai no show das bandas que ele acha que são as melhores virem fãs de Restart... Nunca via tamanha sequencia de bobeiras, falta de respeito e megalomania juntas numa mesma "Declaração bombástica"...

"Se músicos como Edu Falaschi são os representantes do Metal Nacional é melhor que o Metal Nacional descanse em paz mesmo!"

Pra quem quiser, abaixo segue o vídeo.
Abraços.