quarta-feira, 5 de outubro de 2011

3º) Um pouco de Música - Ritmo.

Continuando o assunto "Um pouco de Música".

Este tópico merece duas partes pois é de extrema importância e define muito do tão almejado estilo pessoal.
Antes de falarmos sobre o ritmo musical seria interessante pensar no que é ritmo.
Ritmo é a frequencia em que algo se move de um extremo a outro, por exemplo o dia e a noite são dois extremos e a frequencia mais ou menos constante define o ritmo dos dias. Ao respirarmos temos dois extremos que seriam os pulmões cheios e depois vazios e assim sucessivamente, podemos definir um ritmo de respiração indo de um estado ao outro, e por aí vai exemplos não faltam.
E na música? O que exatamente é ritmo?
Muitas vezes os estudantes de música e até músicos experiente confundem divisão ritmica com ritmo mas são duas coisas bem diferentes, imaginem quatro grupos de semicolcheias em um compasso. Estes quatro grupos podem soar Reggae, Heavy, Samba, Blues embora todos escritos da mesma maneira em uma partitura, logo o que definirá o estilo das divisões é a forma como o grupo de semicolcheias será tocado. Muitos podem pensar que apenas as acentuações definem mas não é só isso.
Mas voltemos à nossa definição sobre o que é ritmo musical.

O Ritmo Musical é composto de quatro pares de elementos que são opostos entre si.

1º - Som e Silêncio: Muitos músicos na ânsia de mostrar que tocam bem não dão espaço para o silêncio entupindo tudo com inúmeras notas, ritmos de bateria com pedal duplo constante matam a levada porque o silêncio entre os bumbos define muito do groove, claro que existem ótimos bateristas que sabem usar o pedal duplo, mas eles todos usam a dobra de bumbo com muitos espaçamentos Lars Ulrich do Metallica é um exelente exemplo de baterista que sabe usar como poucos o pedal duplo. E os guitarristas então? Quando partem para a fritação matam o ritmo, pois quanto mais rápido mais difícil acentuar as notas nos lugares devidos sem falar que a falta de silêncio não dá tempo para que o cérebro consiga processar o fraseado, é como em uma conversa, se uma pessoa fala sem interrupções as palavras se misturam e o cérebro deixa de perceber um sentido no falatório.
No caso musical existem ainda as micro-pausas que não são escritas na partitura e estas micro pausas fazem uma diferença enorme no fraseado e na limpeza da execução.

2º - Sons Fortes e Sons Fracos: Muitos músicos, iniciantes ou experientes também se esquecem de fazer as acentuações corretamente, aí creio eu, está um grande diferencial pois muitos guitarristas tocam rápido, inclusive com o metrônomo porém todas as notas com o mesmo volume, daí a sequencia de notas perde um pouco do sentido musical. O balanço é constituído justamente das combinações de fortes e fracos.

3º - Sons Longos e Sons Curtos: Este aspecto sim é a divisão ritmica, as figuras musicais representam exatamente este aspecto do ritmo.

4º - Sons Graves e Sons Agudos: Pensando numa bateria podemos dizer que os graves estão com o bumbo e os agudos estão com a caixa. Em uma levada de bateria o guitarrista deve pensar nas cordas bordões ( cordas Ré, Lá e Mizão) como o bumbo e as cordas primas (cordas Mizinha, Si e Sol) sendo a caixa. Quando este aspecto não é respeitado a confusão entre graves e agudos confunde a idéia do pulso para o ouvinte, mesmo se a divisão estiver correta, afinal todos os detalhes acabam fazendo muita diferença.

Bom, por enquanto é só e em breve postarei um vídeo demonstrativo deste tópico.

Continua...

Abraços.

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