quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Busque o sucesso, deixe a fama de lado.

Gostaria de agradecer ao meu grande amigo e companheiro de banda Fernando Mourad por me dar a idéia para este post.

Ultimamente tenho notado que a grande maioria das pessoas buscam a Fama desesperadamente, como se a fama as pudesse proteger de todos os dissabores da vida, mas será que a fama tem este poder?
Um dia destes depois da morte prematura da Amy Winehouse eu estava conversando com o Fernando Mourad, ele me disse ter assistido a um documentário sobre a "Síndrome dos 27" em algum canal de televisão. Ele acabou concluiu que os artistas famosos: Jim Morrison, Jimi Hendrix, Curt Cobain, Janis Joplin dentre outros, foram pessoas que não souberam lidar com a fama e todos os percalços que ela traz, sim, ser famoso deve ser complicado, afinal não deve ser fácil ter um monte de puxa-sacos querendo pegar uma carona na fama alheia, além de ter a privacidade revirada de todas as formas.

Certo, mas e o sucesso? Como podemos definí-lo?
Sucesso, creio eu, é uma coisa pessoal que outras pessoas, a não ser nós mesmos, não podem ver ou medir. As vezes as pessoas confundem sucesso com status ou acúmlo de bens, ou parecer melhor no casamento que os outros, enfim muitos acreditam que o sucesso é mensurável.
O sucesso antes de mais nada é conseguir se sentir satisfeito com as suas próprias conquistas, sucesso é saber se sentir feliz mesmo não tendo conseguido comprar tudo o que gostaria, ou não ter conseguido realizar seus sonhos profissionais e mesmo assim conseguir ser uma pessoa de sucesso.
As vezes não damos a devida importância aos fatos cotidianos, uma criança quando consegue andar atinge um sucesso grandioso dada a complexidade deste ato e talvez alguém só reconheça isto se por algum motivo não mais puder andar, ou melhor, depois que conseguir voltar a andar após uma fatalidade.
Se uma pessoa conseguir entender que o sucesso leva tempo e requer muito trabalho, dedicação, paciência, inteligência emocional, humildade para ouvir os outros, saber admitir quando está errado, aí sim estará pronto para enfrentar a fama (se este for um objetivo).
Os artistas citados e muitos outros são na verdade pessoas talentosas porém fracassadas em outros aspectos da vida, infelizmente.


"A fama não protege ninguém de nada e o pior ela é totalmente efêmera, principalmente se ela não vier depois de muito esforço (vide os ex- BBBs da vida), já o sucesso é solido e duradouro".

Abraços e muito sucesso!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Andei pensando sobre o Amor

Muitas vezes todos nós gastamos horas e horas pensando no amor, mas o que realmente é o amor? Ou melhor como funciona este sentimento dentro de nós? Como lidamos com ele?

Pra começar, gostaria de contar sobre o primeiro dia que ouvi rock: 
O ano era 1982, eu tinha 9 anos e não conhecia nada além do que tocava nas rádios de interior, acho que se resumia a algumas trilhas de novelas e música sertaneja (que na época eram muito melhores que as atuais). Meu vizinho, três anos mais novo que eu, pediu para sua avó como presente de aniversário, uma fita de rock, a senhora cuja qual não me recordo o nome foi até uma loja de discos e fitas, e segundo ela o que motivou a escolha foi:
-Esta capa horrenda deve ser Rock!
Pois bem a tal capa era do LP Killers do Iron Maiden. Aquela capa causou um forte impacto em mim e fiquei muito curioso pra ouvir.
Na época por influência de meu pai e meu avô eu só ouvia Tião Carreiro e Pardinho e por causa disso confesso que havia dentro de mim um certo preconceito por causa das bobeiras que as pessoas sempre diziam, e ainda dizem, a respeito do Rock, mas mesmo assim, peguei a fita emprestada e corri para ouvi-la. Logo que coloquei a fita no rádio, que inclusive era mono, a música "The Ides of the March" começou a tocar, senti meu sangue ferver! Quando a música terminou parei o rádio, voltei e ouvi mais umas 10 vezes antes de prosseguir ouvindo o restante... Até hoje tenho forte na minha lembrança aquele momento e creio que lembrarei disto até meu último dia de vida, até hoje Rock é uma grande paixão.

Um outro dia já em 1989, eu passava em frente a uma loja de instrumentos musicais e alguém estava testando uma guitarra. Até então eu nunca havia visto nada parecido pessoalmente, e o cara que estava testando tocava Breaking All the Rules do Peter Framtpon, aquele som entrou na minha cabeça e mexeu tanto que saí de lá decidido a tocar guitarra, além disso bem naquela noite passou no corujão o filme a Encruzilhada... Nem consegui dormir, além de naquele momento já saber o que eu iria fazer pelo resto da minha vida...

Depois muitos anos mais tarde tive a mesma sensação ao ver minha filha logo após o parto, sabe aquela sensação de entrar na sala e? Havia uma enfermeira me olhando com um sorriso bastante amigável, ela me disse que eu deveria ser rápido pois eles ainda precisariam preparar o bebê antes de seu primeiro aleitamento.
Olhei nos olhinhos da minha filha, foi como se o mundo tivesse parado por alguns segundos, ah! que sensação maravilhosa.

Somente depois de tudo isso pensei: -Qual a diferença do que eu sinto em relação a música, minha guitarra, minha filha, meus amigos, minha família? 
Pois é, acho que a diferença é nenhuma, tudo é amor, cada qual em um departamento dentro da minha vida, e um não pode e nem deve substituir o outro. Claro, existe uma hierarquia que devo seguir na vida prática, mas aqui dentro é tudo exatamente igual em proporção...

Notaram uma pequena semelhança nas 3 histórias? Todas as vezes que descobri um grande amor, foi rápido e fulminante o que me leva a crer que não existe o tal "APRENDER A GOSTAR", digo, os seres humanos são seres muito adaptáveis, mas todas as coisas que tive que aprender a gostar nesta vida ficaram um gostar meio opaco, e na primeira oportunidade que tive aprendi a desgostar sem dó e de forma aliviante.
Quantas vezes nesta vida não conhecemos alguém e imediatamente já temos a sensação de que uma grande amizade se formou?
Ah, mas podemos nos enganar! Dirão alguns, mas aí creio que o problema está em outro lugar (que será assunto de outro post), mas continuando, podemos nos enganar se quisermos, mas nosso coração não se engana jamais.

Daí, depois de todos estes pensamentos já bem claros dentro de mim é que conheci minha namorada, e adivinhem, foi amor a primeira vista, e de ambas as partes, apenas um olhar nada mais, e também tenho a certeza que independente a qualquer coisa que possa acontecer, também lembrarei do primeiro momento que a ví até o último dia da minha vida.

Vai durar? É verdadeiro? Só o tempo dirá, mas o que importa? 
Isto me leva a acreditar mesmo no que diziam meus avós, diziam eles que amores são condicionais ou incondicionais, mas tudo bem também, creio que o que realmente importa é a intensidade que ele nasce pra gente e não o tempo que dura.

Os amores condicionais não dependem apenas de um para que eles continuem a existir, tudo bem, pois pensando assim não existe a chance de se sentir dono de nada nem de ninguém e nem o risco de ficar refém das próprias emoções, não permitindo que nada nem ninguém nos transforme em um objeto de posse.
Sobre os amores incondicionais, resta-se ser feliz em saber que mesmo se um dia houver decepção e sofrimento os amores não se evaporarão, quantos pais não continuam amando seus filhos mesmo quando estes filhos fazem muitas besteiras na vida? E na profissão? Mesmo com todos os percalços continuamos amando o que fazemos com a mesma intensidade ou ainda maior que a do primeiro dia.

"Aprender que os sentimentos nascem e morrem dentro da gente e que ainda não teremos nenhum controle sobre isto é libertador, assim é a vida: Nem tudo é como gostaríamos que fosse"

Continua...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

3º) Um pouco de Música - Ritmo.

Continuando o assunto "Um pouco de Música".

Este tópico merece duas partes pois é de extrema importância e define muito do tão almejado estilo pessoal.
Antes de falarmos sobre o ritmo musical seria interessante pensar no que é ritmo.
Ritmo é a frequencia em que algo se move de um extremo a outro, por exemplo o dia e a noite são dois extremos e a frequencia mais ou menos constante define o ritmo dos dias. Ao respirarmos temos dois extremos que seriam os pulmões cheios e depois vazios e assim sucessivamente, podemos definir um ritmo de respiração indo de um estado ao outro, e por aí vai exemplos não faltam.
E na música? O que exatamente é ritmo?
Muitas vezes os estudantes de música e até músicos experiente confundem divisão ritmica com ritmo mas são duas coisas bem diferentes, imaginem quatro grupos de semicolcheias em um compasso. Estes quatro grupos podem soar Reggae, Heavy, Samba, Blues embora todos escritos da mesma maneira em uma partitura, logo o que definirá o estilo das divisões é a forma como o grupo de semicolcheias será tocado. Muitos podem pensar que apenas as acentuações definem mas não é só isso.
Mas voltemos à nossa definição sobre o que é ritmo musical.

O Ritmo Musical é composto de quatro pares de elementos que são opostos entre si.

1º - Som e Silêncio: Muitos músicos na ânsia de mostrar que tocam bem não dão espaço para o silêncio entupindo tudo com inúmeras notas, ritmos de bateria com pedal duplo constante matam a levada porque o silêncio entre os bumbos define muito do groove, claro que existem ótimos bateristas que sabem usar o pedal duplo, mas eles todos usam a dobra de bumbo com muitos espaçamentos Lars Ulrich do Metallica é um exelente exemplo de baterista que sabe usar como poucos o pedal duplo. E os guitarristas então? Quando partem para a fritação matam o ritmo, pois quanto mais rápido mais difícil acentuar as notas nos lugares devidos sem falar que a falta de silêncio não dá tempo para que o cérebro consiga processar o fraseado, é como em uma conversa, se uma pessoa fala sem interrupções as palavras se misturam e o cérebro deixa de perceber um sentido no falatório.
No caso musical existem ainda as micro-pausas que não são escritas na partitura e estas micro pausas fazem uma diferença enorme no fraseado e na limpeza da execução.

2º - Sons Fortes e Sons Fracos: Muitos músicos, iniciantes ou experientes também se esquecem de fazer as acentuações corretamente, aí creio eu, está um grande diferencial pois muitos guitarristas tocam rápido, inclusive com o metrônomo porém todas as notas com o mesmo volume, daí a sequencia de notas perde um pouco do sentido musical. O balanço é constituído justamente das combinações de fortes e fracos.

3º - Sons Longos e Sons Curtos: Este aspecto sim é a divisão ritmica, as figuras musicais representam exatamente este aspecto do ritmo.

4º - Sons Graves e Sons Agudos: Pensando numa bateria podemos dizer que os graves estão com o bumbo e os agudos estão com a caixa. Em uma levada de bateria o guitarrista deve pensar nas cordas bordões ( cordas Ré, Lá e Mizão) como o bumbo e as cordas primas (cordas Mizinha, Si e Sol) sendo a caixa. Quando este aspecto não é respeitado a confusão entre graves e agudos confunde a idéia do pulso para o ouvinte, mesmo se a divisão estiver correta, afinal todos os detalhes acabam fazendo muita diferença.

Bom, por enquanto é só e em breve postarei um vídeo demonstrativo deste tópico.

Continua...

Abraços.