terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um pouco de Música.

Como dito no post sobre "O que é Música"  que música na verdade é uma linguagem e que os instrumentos musicais é que nos servem seria interessante pensar nos aspectos da Música que deveriam ser estudados.
Por quê disse deveriam? Simples porque pelo menos 98% de tudo o que se ensina sobre música é teoria relacionada a Intervalos, Harmonia, Escalas, formas de Improviso, enfim tudo relacionado com a maneira de executar notas e muito pouco se fala sobre o restante, então quais seriam os demais aspectos relacionados?
Nas aulas faço experiências com os alunos e ninguém consegue elaborar os 10 itens, mesmo os músicos experientes têm esta dificuldade simplesmente porque parece que ninguém liga ou nota isto.
Pois bem como seria esta lista?

4º - Técnica
5º - Emoção e sentimento, ter o que dizer.
6º - Dinâmica
7º - Afinação
8º - Articulação
9º - Fraseado e respiração
10º - Notas

Como puderam notar saber teoria musical é apenas um item e não é o mais importante, quer dizer só ficar estudando teoria e técnica não vai resolver muita coisa, afinal música pode ter duas vertentes: Arte ou Ginástica.
Porque é muito difícil tocar Pink Floyd de uma forma convincente mesmo que as músicas sejam técnicamente fáceis ao passo que é muito mais fácil tocar Malmsteen de uma forma convicente mesmo que seja difícil executar as notas da música dele? Por que AC/DC e Eric Clapton, dentre outros, soam gigantes e música virtuosa soa magra?
Se estamos falando de Arte, somente a teoria não resolve o problema, mas sim deve-se analisar e considerar todos os aspectos que compõem a Arte, no nosso caso, a Música.
Nos próximos posts falarei de cada item, lembrando que a referência destes 10 itens é a vídeo aula do Victor Wooten - Groove Workshop Video, que no caso é para baixistas mas procurei adaptar de modo que todos os instrumentos possam entender e aproveitar.
No meu caso o DVD foi revolucionário e me ajudou muito, principalmente depois que entramos em estúdio para registrar o material para o primeiro CD da OVERROCK.
Mais uma última coisa, sempre cito os meus ídolos, mas claro em vários estilos existem os grandes.

Fechando com uma frase também do Victor Wooten:
"Fazer música é muito mais do que simplesmente tocar as notas certas."

Abraços.

Todos precisam de Referências.


"Mais uma vez gostaria de agradecer ao meu amigo Maurício Surtão por me ajudar a desenvolver a idéia deste post."

Além de dar aulas de guitarra, também trabalho como aprendiz de Luthier na AudioArt - Pirassununga, propriedade do Maurício Surtão, e lá tenho aprendido muito sobre instrumentos, eletrônica, física, matemática, enfim, tenho aprendido melhor as linguagens (conforme o post O que é Música) que serão necessárias para o domínio do Ofício de Luthier. Uma coisa me chamou a atenção no dia que eu estava aprendendo sobre a medição de Voltagem: É sempre necessário uma referência para se medir algo, o Neutro, em teoria é zero volts para a fase ser 110v, por exemplo. Isto quer dizer que em relação à referência, a fase tem uma diferença de 110v.
Pode parecer loucura, mas este pensamento mudou a forma como passei a enxergar as coisas e acreditem ou não (por mais óbvio que possa parecer) tudo é relativo mesmo, exemplos:

Por quê achamos uma música boa ou ruim? É porque o que consideramos bom se parece com o que temos dentro da gente como referência de coisa boa, se a música está num molde oposto ao da nossa referência talvez a acharemos ruim, o mesmo se dá com bandas cover, quem já viu o AC/DC vai achar que todos os covers do AC/DC são ruins pois a referência sempre será o original, jamais tente ser a imitação de sua referência.
O mesmo com a beleza, cada um tem a sua referência sobre o que é bonito, então quando achamos alguém bonito ou feio o fazemos por comparação com nossa referência, comparamos tudo, sempre! 

No meu caso, como muitos trabalho para ser reconhecido como músico e claro, percebi que o parâmetro que devo ter para me auto-criticar é o "Onde quero chegar", o OBJETIVO é a referência.

Saber entender quando a referência é ruim e trocar de referência é fundamental para concretizar objetivos, é importante saber mudar de rumo e entender que nossas referências mudam conforme mudamos.

Outra coisa importante é que enquanto somos novos, seja na idade ou iniciantes em algo, precisamos de referência, mas depois quem sabe nos tornaremos referência, precisamos entender a responsabilidade disto.

Aprender a nunca discutir com pessoas que têm a referência diferente da nossa também é bastante saudável e produtivo, afinal se as referências são diferentes muitas coisas não farão sentido numa discussão destas, devemos também resistir a tentação de achar que nossas referências são melhores que a dos outros.

“Entender que tudo na vida é relativo ao referencial torna tudo extremamente simples.”

Abraços.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"A vida é feita de escolhas..." (parte 2...)

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(ler parte 1)



Continuando o assunto sobre as escolhas existe outra coisa a se considerar na vida: “O APEGO”. Muitas pessoas acabam ficando apegadas aos seus bens e as suas idéias, mas olhem só uma pequena história:

“Uma pessoa resolveu fazer uma viagem pelo mundo apenas com sua mochila e nada mais e ao longo da viagem ela foi juntando coisas necessárias para o trajeto, num dado momento ela se viu frente a um deserto então percebeu que precisaria de um camelo, com o pouco dinheiro que ainda tinha comprou o camelo e as provisões e iniciou a jornada até atravessar o deserto. Depois de atravessado o deserto ela se viu frente ao mar e pensou preciso de um barco, mas como ela não queria se desfazer do camelo precisou trabalhar mais e ficar no lugar muito mais tempo pois precisaria de mais mantimentos (os dela e os do camelo) além de um barco maior, bem, depois de tudo certo iniciou a viagem para cruzar o oceano, mas como o barco era maior e ainda tinha um camelo a viagem foi terrível e muito penosa mas acabou dando certo e a pessoa conseguiu chegar do outro lado, e lá chegando ela se deparou com uma cadeia de montanhas muito altas então ela percebeu que se não conseguisse um balão teria que ficar por ali mesmo, mas ela queria continuar a jornada.
Mas ela queria levar o camelo, que a esta altura já estava triste e estressado com tudo aquilo, e também queria levar o barco, então ela precisaria trabalhar mais ainda para comprar um balão maior que pudesse levar montanha acima ela mesma, o camelo e o barco...
Então imaginem como foi a vida desta pessoa pois a cada nova etapa as coisas antigas (o camelo, o barco) acabavam por complicar e pesar muito, então creio que o nosso infeliz viajante não teve ter ido muito além das montanhas não é mesmo?
Agora imaginem de outra forma, imaginem se ao cruzar o deserto e se deparar com o oceano o viajante pensasse assim:
“-Bom meu amigo camelo muito obrigado você foi muito útil para mim, agora você deve ser útil ao viajante que acabou de chegar do mar, vou trocar você pelo barco dele e seguirei em frente!”.
Ele trocaria uma coisa velha que não tem mais função por outra coisa nova que serve para a nova etapa e além de tudo viajaria muito, mas muito mais leve e sem as complicações que a carga antiga traria.
Depois chegando do outro lado trocaria o barco pelo balão e tudo correria sem maiores transtornos.
Assim é a vida, uma viagem feita de etapas e cada etapa precisa de um raciocínio, de uma idéia, mas as idéias estão presas a um tempo ou etapa, e o que acontece quando relutamos para deixar uma idéia velha ir embora para abraçarmos uma nova idéia? Assim também com os objetos, se algo não nos serve mais não adianta guardar como recordação o valor sentimental que damos as coisas muitas vezes nos aprisiona a elas, além de que a coisa vai ficar lá juntando poeira e ocupando espaço, quando nos livramos de um objeto que não nos serve e o damos a alguém que está precisando estamos colaborando com o movimento das coisas e se entrarmos no fluxo tudo o que precisarmos em cada etapa da vida cairá do céu como num passe de mágica, quantas vezes já ouvimos o que precisávamos na hora certa? E a idéia vem sempre dos lugares mais improváveis, um livro, uma propaganda, um desconhecido num ponto de ônibus, mas para que isto aconteça sempre é necessário estarmos dispostos a abrir mão do velho e abraçar o novo.

"A vida é feita de escolhas e saber abrir mão das antigas escolhas para abraçar as novas é estar em sintonia com a vida".

Abraços.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quero estar errado...

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(Quero agradecer ao meu amigo e companheiro de banda Maurício Surtão, afinal muitos dos assuntos deste blog surgem de conversas que temos depois dos ensaios)

Todo mundo se pergunta sobre o que é necessário para se tornar um grande profissional, e neste caso tornar-se um grande guitarrista. Muitas vezes também já me fiz esta pergunta, e depois de muitos anos tentando encontrar uma boa resposta esbarrei nela sem querer, e foi assistindo ao Victor Wooten.
Na vídeo aula ele pede para o pessoal enumerar 10 itens que cada um julga necessário para se tocar bem, e depois de inúmeras respostas (técnica, teoria, equipamento, feeling, etc.) ele deu a resposta:
"O mais importante é saber ouvir."

Simples assim, basta saber ouvir. Pois é, depois deste comentário comecei a reparar na forma como interagimos com as informações que chegam aos nossos ouvidos e infelizmente a conclusão foi desanimadora, vamos lá:
Muitas vezes um aluno tira uma música e começa a tocar junto com o seu MP3, tudo atravessado não por falta de condições técnicas, mas simplesmente porque ele não parou pra ouvir a música até entende-la. As vezes vou mostrar a forma correta e o aluno começa a tocar junto comigo sem ao menos parar para ouvir o que eu queria mostar. Bom, mas a coisa se complica ainda mais quando um músico já toca em banda e não para pra ouvir o que os outros companheiros estão tocando, parece que o músico segue uma música que está tocando na própria cabeça sem se importar com o que os outros estão tocando, e por aí vai...
Outro exemplo que poderia ser citado é sobre as pessoas que andam de bicicleta, fazem musculação ou outras coisas com o fone de ouvido, será que estão realmente ouvido a música? Será que estão apreciando realmente as nuances que uma boa música possui? Ou será que a música é apenas um ruido que serve para calar momentâneamente os próprios pensamentos? Parece que o SABER OUVIR virou algo raro hoje em dia.
Bom, mas mudando de assunto um pouco, o que isto tem a ver com o título do post? Simples: Quando uma pessoa não ouve o que a outra tem a dizer é porque ela julga que está certa e que não precisa ouvir mais nada de ninguém.
Já notaram que os maiores males da humanidade ocorrem justamente porque todo mundo quer estar certo ao mesmo tempo? Se eu estou certo e o outro também está certo, saimos na porrada e o mais forte terá a razão, parece que o ego quer estar certo não importando os argumentos, a lógica ou fatos ou qualquer outra coisa, o importante é estar certo (inclusive este é um apelo forte do que chamam de fé, mas isto é assunto pra outro post).
O que acontece quando uma pessoa não consegue sustentar sua opinião, quando o argumentos contrários ameaçam a certeza desta mesma pessoa? Simples: Fecho meus ouvidos e paro de ouvir, deixa de ser diálogo e vira monólogo, aliás a pessoa não ouve o que o outro diz e muitas vezes não ouve nem o que ela mesmo está dizendo...

O que acontece quando uma pessoa consegue desligar o ego e aceitar o fato de que por mais que tenha construído um conceito, este mesmo conceito pode estar errado? 
Acontece que quando aceita-se estar errado, abrem-se oportunidades de enxergar o erro e evoluir, passa-se a aceitar melhor as críticas vindas de fora, torna-se uma pessoa agradável, afinal não existe nada mais chato e cansativo e estressante do que conversar com alguém que acha que está sempre certo.
Todos temos nossas convicções, e para chegar a elas foi sofrido e demandou tempo, estudo e questionamentos, porém se alguém conseguir nos fazer enxergar onde existe o erro, devemos agradeçer, mudar ou ajustar a opinião e consequentemente subir um pouco mais a montanha da evolução. Logo não quero estar sempre certo, mas sim quero estar cada vez menos errado, mas a outra pessoa também deve estar preparada para ouvir os meus contra-argumentos e talvez mudar de idéia.

"Voltando ao assunto inicial, quem almeja subir na vida, quem almeja  ser feliz e viver em paz tem que querer estar errado as vezes, simples assim!"

Abraços!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Música e bolo de chocolate.

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Uma analogia do processo de fabricação de um bolo industrializado de chocolate que a gente compra no supermercado com o processo de fazer música ou arte em geral.


Bolo de Chocolate de supermercado:
Provavelmente vocês já comeram do bolo de supermercado de marcas famosas não é?
Pois bem, o que ocorre com o bolo?
Ele é feito seguindo uma receita super bem elaborada, onde os ingredientes são pesados em balanças de precisão, o tempo de cozimento e as temperaturas são controladas por computador, enfim, o processo é todo padronizado e muito bem controlado.
O que acontece é que sempre que comprarmos o bolo da nossa preferência ele sempre terá o mesmo sabor que a gente conhece.
Se colocarmos uma pessoa qualquer lá e ensinarmos a ela todo o processo, rapidamente ela conseguirá fazer o bolo, e ele terá o mesmo sabor, talvez o que leve mais tempo é o domínio sobre o equipamento, mas o bolo em si terá o mesmo resultado, na verdade não importará quem o faz, o sabor será sempre o mesmo.

Agora, imaginem o bolo que a nossa querida avó faz (ou fazia)...
Ela também segue uma receita, mas é tudo no olhômetro, nossa querida vovózinha segue o coração... Um tanto de açúcar, um tanto de farinha, mexe aqui, coloca no forno e vai olhando até ficar bom. O bolo da minha avó é infinitamente melhor do que qualquer um destes bolos industrializados, o bolo não tem sempre o mesmo sabor, ele varia de acordo com o estado de espírito dela. O interessante é que mesmo olhando e copiando os procedimentos dela, o bolo não ficará nem de perto com o mesmo sabor. Sabem o porquê?
Simples: Há toda uma vida ali! Sentimento, experiência e tudo o mais.
E o que isso tem a ver com música ou arte?
Estudando música, técnica e respondendo dúvidas de alunos ou de pessoas que sempre me perguntam sobre aspectos musicais em forums, além de sempre assistir a guitarristas no youtube, todos eles famosos no meio, mas não vou citar nomes por questões éticas, percebi que quando improvisam usam arpejos, padrões, ligados, tappings e o diabo a quatro, mas tudo soa muito, mas muito igual, soa asséptico. O cara decora um lick de arpejo por exemplo, treina até dominar, e depois ele enfia o tal lick em toda música ou improviso, desconsiderando o contexto, ou o ritmo da música em questão e sabem o que acontece?
A música fica tal qual o bolo industrializado, o guitarrista aprendeu a receita dominou as técnicas necessárias e aplicou os estudos na sua música, mas como falado, o resultado não se parece com música mas sim exercício musical.
Dá trabalho fazer isto, afinal para dominar um instrumento são necessários anos e anos de treino árduo, não desmereçamos isto, mas cá entre nós, se a música ou arte em geral puder se resumir à técnica, o resultado final ficará robótico, pasteurizado...
Idem aos jazzistas que aprendem seqüências infinitas de cadências e substituições que foram aprendidas em escolas, mas que também não soam nada musicais, apenas se encaixam...
Agora assistam a B.B. King, S.R.V., Eddie Van Halen, David Gilmour, Angus Young dentre outros, reparem que eles também usam licks, escalas e tudo o mais, mas eles o fazem respeitando o ritmo e o contexto, por isso o mesmo lick soa diferente em cada música, parece que tudo o que estes caras tocam soa bonito e musical e também por isso é eles estão no topo. A música que estes grandes artistas fazem podem ser comparados ao bolo da minha amada Vovózinha, inigualáveis, sempre surpreende, e o que é melhor, emociona.

Reparei que muitos alunos e em muitos tópicos, todo mundo quer uma receita para improvisar, para compor, para tirar solos, parece que todo mundo busca o exercício ou a receita mágica para criar.

Mas acreditem, isto não existe, e se existem métodos, eles não funcionam pois métodos são caminhos para estudar o que já está estabelecido e servem para sedimentar uma boa base que está sendo construída, mas só.

Infelizmente esta é a verdade e quem quer fazer arte, ou em qualquer profissão, tem que se dedicar de corpo e alma e deixar o ego ou o glamour da ferramenta pra trás, tem que buscar a essência de sua própria mensagem e conseguir transmiti-la.
Claro, há todo um mercado em torno da técnica porque os iniciantes e muitos leigos se impressionam quando alguém tem uma técnica impressionante, mas no fundo técnica pura é papo furado, a técnica deveria ser o meio e não o fim.

O som, as notas, as escalas vêm do coração gostem vocês disso ou não.

É como dizem os grandes:

“Tudo é muito simples, mas o caminho é longo.”

terça-feira, 2 de agosto de 2011

"A vida é feita de escolhas..." (parte 1...)

(Click here to read in English)

Pois é, sempre li e ouvi esta frase, mas afinal porque muitas vezes na vida é tão difícil escolher que rumo tomar, largar ou não o emprego, trocar ou não de namorada, ser ou não músico ou advogado? Cheguei a duas conclusões:

A primeira é um pouco mais cruel: -Não existem escolhas fáceis
Imagine que dentro da gente existe uma câmara de deputados (todos com os seus interesses próprios) de 101 membros, e eles votam nas nossas decisões. Quando ainda somos criança as votações são simples, e na maioria das vezes,  são cento e um votos a zero, extremamente simples.
As escolhas fáceis de fazer já foram feitas há muito tempo atrás quando ainda criança, cruel mas verdadeiro. Naquela época era fácil, quando gostava dizia sim, quando não gostava, dizia não. Conforme o tempo vai passando e vamos crescendo as escolhas vão se tornando mais complexas e os nossos deputados ficam cada vez mais indecisos e começam a defender seus interesses e uma crise surge toda vez que temos que tomar alguma decisão, afinal cada vez que se opta por algo automaticamente se abre mão de alguma outra coisa, mas o detalhe curioso é que cada vez que uma nova escolha na nossa vida se faz necessária a outra coisa que se perderá também nos é querida, é o famoso caso da pessoa querer ser músico profissional e advogado, a vida é curta para se fazer bem ambas. Surge aí a necessidade de escolher uma coisa e deixar a outra (que também amamos) de lado. As vezes fica 50 votos a 50, e a sensação que para qualquer lado que o último deputado vote sempre perderemos algo, e é exatamente isto mesmo, quem sabe escolher antes de mais nada precisa saber perder também.
 Já notaram que muitas pessoas ficam em cima do muro porque querem a absoluta certeza de estarem fazendo a escolha certa? Mas se a votação foi apertada significa que ambas as escolhas seriam certas, mas isso é assunto para outro post.

A segunda conclusão: -A grande variedade de possibilidades complica a escolha.
Um dia assistindo a algum programa sobre a vida selvagem sobre os golfinhos que pescavam um tipo de peixe, que não consego lembrar o nome, muito indefesos, eles nadam em cardumes bem compactos e sempre em círculos e isto confunde e muito os golfinhos e dá uma segurança a eles. A única saída que os golfinhos têm é focar apenas um dos milhares destes peixes e ir em cima apenas de um até conseguir pegá-lo. Se no meio da investida eles olharem para o lado adeus peixe. Pois bem, assim também é a vida, além da dificuldade da votação a vida ainda nos brinda ou nos zomba com muitas possibilidades, que na maioria das vezes só serve para nos confundir e nos tirar o foco, daria pra falar de vários exemplos.
Uma pessoa que não consegue abrir mão das várias habilidades e escolher uma única profissão, a pessoa que quer o lado bom de ser solteiro e o lado bom de ser casado, tudo ao mesmo tempo, o guitarrista que quer ter o melhor de dois modelos completamente opostos na mesma guitarra, a pessoa que compra carro 1.0 pela economia mas gostaria que ele tivesse o mesmo desempenho de um 4.0, exemplos são vastos.
O que fazer? Não tem jeito, o grande lance é escolher uma coisa e sem dó deixar a outra e caminhar em frente sem chorar e sem querer ter a certeza absoluta de estar fazendo a escolha certa, habilidade que aliás as crianças também têm.

É isso A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS, difíceis na maioria das vezes, quem tem coragem escolhe e segue, quem tem medo fica em cima do muro reclamando!


(Clique aqui para ler a Parte 2)